A NOÇÃO DE DIVISÃO PARA QUEM NÃO APRENDEU A DIVISÃO

Autores

  • Aparecido dos Santos
  • Vera Merlini
  • Sandra Magina
  • Eurivalda Santana

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-5634.2014v7n2p%25p

Resumo

Este artigo discute as estratégias usadas por estudantes dos 1o e 2o anos do Ensino Fundamental e seus desempenhos na resolução de situações problema envolvendo a divisão, com objetivo de investigar a maturidade cognitiva dos alunos que ainda não foram expostos formalmente a esse conceito, para lidarem com situações envolvendo essa operação. O estudo ancorou-se na Teoria dos Campos Conceituais (Vergnaud, 1983, 1988, 1994) e nos modelos intuitivos de Fischbein et al. (1985). A pesquisa consistiu da aplicação de um teste diagnóstico, composto por 13 questões, a 166 estudantes (80 do 1o ano e 86 do 2o ano) de uma Escola Pública da cidade de São Paulo. A aplicação ocorreu simultaneamente nos dois anos. Para efeito desse artigo, analisaremos três dessas questões, sendo uma envolvendo a ideia de partição e as outras duas envolvendo a ideia de quotição. Considerando o sucesso dos estudantes como indicador de aprendizagem, os resultados indicam que houve ganhos significativos quando comparamos o desempenho dos estudantes do 2o com os do 1o ano nas três situações analisadas. Os resultados apontam ainda que o desempenho dos estudantes não sofreu diferença significativa nas situações de cota quando comparados com a situação de partição. Do ponto de vista qualitativo, foi possível identificar quatro níveis de estratégias empregadas pelos alunos: (a) nível I -incompreensível; (b) estratégia de pensamento aditivo; (c) estratégia de transição; e (d) estratégia de pensamento multiplicativo. O estudo conclui que os estudantes desses anos demonstram já estar cognitivamente preparados para trabalhar com situações das estruturas multiplicativas, apoiados em estratégias baseadas na representação pictórica.

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Publicado

2015-06-18

Edição

Seção

Artigos