A INCLUSÃO DE ALUNOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E/OU PARALISIA CEREBRAL EM SALAS DE AULA REGULARES DE MATEMÁTICA

Autores

  • Edna Maura Zuffi

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-5634.2014v7n2p%25p

Resumo

Nosso objetivo, neste artigo, é analisar a inclusão de alunos com necessidades especiais em salas de aula de Matemática. As investigações apresentadas neste artigo adotam uma metodologia qualitativa, com o estudo de três casos de inserção de alunos com deficiência intelectual e auditiva em salas de aula de escolas públicas regulares, na cidade de São Carlos, no segundo ciclo do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, bem como uma pesquisa-ação, constituída no âmbito da formação continuada de uma professora de Matemática, com a proposição, aplicação e análise de sequências didáticas para a inclusão de dois alunos com paralisia cerebral, numa escola municipal de Campinas. Como eixos de análise, tomamos as relações estabelecidas em ambientes usuais das aulas dessa disciplina que inseriam esse alunado, bem como os processos cognitivos, culturais e de comunicação social envolvidos. Como resultados, nos três primeiros casos observados, constatamos que ainda persistia a “exclusão no interior”, com pouco interesse dos professores para promoverem um real desenvolvimento, ainda sem levarem em conta as barreiras que os alunos portadores de deficiência apresentavam em sua participação nos estudos da classe regular, e nem as atividades principais a que estes se dedicavam. Já na intervenção pedagógica analisada, os resultados apontam para a inclusão verdadeira de uma aluna portadora de paralisia cerebral com sua turma, na qual a questão do contexto linguístico e de uma comunicação efetiva foi bem desenvolvida, promovendo aprendizagens de conteúdos matemáticos e avanços nas habilidades de comunicação oral e escrita para todos os alunos envolvidos. Concluímos pela necessidade de estabelecimento de políticas públicas que forneçam condições adequadas para a formação continuada dos professores de Matemática que atuam nas salas de aulas que incluem alunos com necessidades especiais.

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Publicado

2015-06-18

Edição

Seção

Artigos