Jogos Cooperativos e Argumentação: Caminhos para uma Formação Crítica e Reflexiva de Licenciandos em Matemática

Autores

  • Carlos Antonio da Silva Lopes
  • Sylvia De Chiaro Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-5634.2020v13n3p255-266

Resumo

Resumo
O presente artigo se propõe a analisar o impacto de um curso de extensão sobre as relações entre jogos cooperativos e argumentação para uma prática crítica e reflexiva de licenciandos de Matemática de uma Universidade Federal de ensino superior. Para cada momento do curso foram desenvolvidas atividades que permitiram que os 05 licenciandos participantes tivessem contato tanto com os pressupostos teóricos sobre os jogos cooperativos e argumentação, como também vivenciassem atividades práticas que os mobilizaram na utilização dos conhecimentos adquiridos para a construção de um jogo cooperativo-argumentativo como produto final. Ao analisar os dados pudemos concluir que os licenciandos conseguiram desenvolver suas potencialidades cooperativas e argumentativas e foram capazes de elaborar um jogo que denotou a capacidade dos mesmos de pensar em como fazer emergir e manter a argumentação em um contexto cooperativo. Assim, além do curso de extensão ter contribuído para a formação crítica e reflexiva dos licenciandos envolvidos, a experiência formativa pela qual passaram ajudou-os na promoção de situações potencializadoras de um aprendizado igualmente crítico e reflexivo em suas salas de aula.

Palavras-chave: Argumentação. Jogos Cooperativos. Pensamento Crítico-Reflexivo. Formação Docente. Educação Matemática.

Abstract
This article aims to analyze the impact of an extension course about the relationship between cooperative games and argumentation, in order to offer critical and reflective practice to teaching students in Mathematics from a Federal University. For each phase of the course, activities were developed that allowed the 05 participating undergraduates to both have contact with the theoretical assumptions about cooperative games and argumentation, as well as experience practical activities that mobilized them in the use of the acquired knowledge to build a cooperative-argumentative game as a final product. By analyzing the data, we concluded that the undergraduates were able to develop their cooperative and argumentative potential and were capable of developing a game that showed their ability to think about how to make the argumentation emerge and be maintained in a cooperative context. Thus, in addition to the extension course having contributed to the critical and reflective training of the undergraduates involved, the formative experience they went through helped them to promote situations that equally enhanced critical and reflective learning in their classrooms.

Keywords: Argumentation. Cooperative Games. Reflexive-Critical Thinking. Teacher Training. Mathematics Education.

Referências

BROTTO, F. O. (2013). Jogos cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de convivência. (4a ed.) São Paulo: Palas Athena.

DE CHIARO, S., & AQUINO, K. (2017). Argumentação na sala de aula e seu potencial metacognitivo como caminho para um enfoque CTS no ensino de química: uma proposta analítica. In Educação e Pesquisa, (v. 43), p. 411-426.

DE CHIARO, S., LEITÃO, S. (2005). O papel do professor na construção discursiva da Argumentação em Sala de Aula. Universidade Federal de Pernambuco, Recife. In Psicologia, Reflexão e Crítica, pp. 350-357.

GRANDO, R. C. (1995). O Jogo suas potencialidades metodológicas no ensino-aprendizagem da matemática. Campinas, fevereiro de 1995.

GRANDO, R. C. (2000). O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula. São Paulo: Paulus.

GRANDO, R. C. (2004). O jogo e a matemática no contexto da sala de aula. São Paulo: Paulus.

HUIZINGA, J. (2000). Homo Ludens (4a ed.). São Paulo.

ITACARAMBI, R. R. (2013). Jogo como recurso pedagógico para trabalhar matemática na escola básica: ensino fundamental. São Paulo: Editora Livraria da Física.

LEITÃO, S. (1999). Contribuições dos estudos contemporâneos da argumentação à uma análise psicológica de processos de construção de conhecimento em sala de aula. In Arquivos Brasileiros de Psicologia, V.1, p. 91-109.

LEITÃO, S. (2007) Processos de construção do conhecimento: a argumentação em foco. In: Pro-Posições. UNICAMP. Impresso v. 18, p. 75-92.

LEITÃO, S., DAMIANOVIC, M. C. (2011). Argumentação na escola: o conhecimento em construção. Campinas, SP: Pontes editores.

LEITÃO, S. (2013). Uma perspectiva de análise do papel da argumentação em ambientes de ensino-aprendizagem. In Moutinho, K., Villhachan-Lyra, P., Santa-Clara, A.. (Org.). Novas tendências em psicologia do desenvolvimento: teoria, pesquisa e intervenção (1a ed.) Recife: Editora Universitária da UFPE, 2013, v. 2, p. 00-17.

MATTOS, R. A. L. (2009) Jogo e Matemática: Uma relação possível. Salvador – Bahia.

OLIVEIRA, M. K. (2010) Vygotsky: Aprendizagem e desenvolvimento um processo sócio histórico (5a ed.). São Paulo: Scipione.

ORLICK, T. (1978) Vencendo a competição. Ed integral. São Paulo: Círculo do livro.

PIMENTEL, A. (2008). A ludicidade na educação infantil: uma abordagem histórico-cultural. In: Psicologia da Educação. São Paulo, (26), pp. 109-133.

SANTOS, S. C. (2017). Jogos cooperativos e jogos competitivos: manifestações de suas características em um ambiente educativo. Piracicaba: Pontes editores.

VYGOTSKY, L. S. (1993). Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes.

VYGOTSKY, L. S. (2010). A formação Social da Mente. (7a ed.) São Paulo: Martins Fontes.

Downloads

Publicado

2021-01-12

Edição

Seção

Artigos