As Cartas de Parker: Uma Compreensão para Finalidades de Uso(s) no Ensino Primário Sergipano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-5634.2016v9n2p%25p

Resumo

Neste artigo buscou-se responder: quais os possíveis usos das Cartas de Parker no ensino dos saberes aritméticos nos anos iniciais escolares em Sergipe, durante o período de 1911 a 1931? Para responder a essa indagação foi realizado um exame em programas de ensino, para identificação de padrões pedagógicos e indicações à materiais no que concerne a Aritmética. Em seguida, foi feita análise das Cartas de Parker, em busca de uma compreensão sobre conteúdos, procedimentos e finalidades a que eram referenciadas, visto, que as Cartas, foram recorrentes vezes, indicadas na legislação sergipana. Como fundamentação teórica, foram adotados autores como: Valente (2008, 2013, 2015), para informações sobre as Cartas de Parker; e Calkins (1886/1950) e Valdemarin (2006), para entendimento do método intuitivo ou lições de coisas. Com base na análise realizada, constatou-se, que muitas das recomendações postas nas prescrições legais do Estado, sem uma explicação, estavam contidas nas Cartas de Parker, como referências a uso de materiais: tornos, palitos, entre outros, para resolver questionamentos explícitos nas próprias Cartas, para observação (munindo-se o professor), ou para manipulação (contato com o próprio aluno).

Palavras-chave: Cartas de Parker. Ensino Primário Sergipano. Saberes Aritméticos. Método Intuitivo.

Biografia do Autor

Ivanete Santos, Universidade Federal de Sergipe

Docente do Departamento de Matemática e do Núcleo de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática.

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Publicado

2016-12-30

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Artigos