ANALISANDO A LINGUAGEM MATEMÁTICA E REFLETINDO SOBRE O ENSINO E A APRENDIZAGEM DA PRÁTICA DE ESBOÇO DE CURVAS NO ENSINO SUPERIOR

Autores

  • Adriano Luiz dos Santos Né UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Méricles Thadeu Moretti UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-5634.2015v8n4p%25p

Resumo

No presente artigo temos a intenção de apresentar uma investigação a respeito do processo de ensino e aprendizagem da prática de esboço de curvas do ensino superior, particularmente na disciplina de Cálculo. Para tal tarefa, buscamos estudar o uso que se faz da linguagem matemática em sala de aula, tomando como estudo de caso uma turma de estudantes da disciplina Cálculo A, da Universidade Federal de Santa Catarina. Nesta investigação, utilizamo-nos de ferramentas teóricas fornecidas pela Teoria dos Registros de Representação Semiótica, de Raymond Duval, e o Enfoque Ontossemiótico, de Juan Dìaz Godino, o que atribuiu à investigação uma perspectiva semiótica da atividade matemática. A articulação que realizamos com estas teorias parece fornecer informações importantes a respeito da prática matemática realizada pelos estudantes em sala de aula e a prática que a academia tem a intenção de ensinar, o que possibilita um meio de compará-las para então se intervir no processo de ensino e aprendizado da prática de esboço de curvas.No presente artigo temos a intenção de apresentar uma investigação a respeito do processo de ensino e aprendizagem da prática de esboço de curvas do ensino superior, particularmente na disciplina de Cálculo. Para tal tarefa, buscamos estudar o uso que se faz da linguagem matemática em sala de aula, tomando como estudo de caso uma turma de estudantes da disciplina Cálculo A, da Universidade Federal de Santa Catarina. Nesta investigação, utilizamo-nos de ferramentas teóricas fornecidas pela Teoria dos Registros de Representação Semiótica, de Raymond Duval, e o Enfoque Ontossemiótico, de Juan Dìaz Godino, o que atribuiu à investigação uma perspectiva semiótica da atividade matemática. A articulação que realizamos com estas teorias parece fornecer informações importantes a respeito da prática matemática realizada pelos estudantes em sala de aula e a prática que a academia tem a intenção de ensinar, o que possibilita um meio de compará-las para então se intervir no processo de ensino e aprendizado da prática de esboço de curvas.

Biografia do Autor

Adriano Luiz dos Santos Né, UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina

Mestre em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2013) e professor efetivo do Departamento de Matemática da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Méricles Thadeu Moretti, UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Educação Matemática pela Universidade Louis Pasteur (Estrasburgo I) e professor titular e voluntário da UFSC e permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT/UFSC)

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Publicado

2015-12-15

Edição

Seção

Artigos