CAMINHOS DA EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA AO LONGO DO TEMPO: UMA LEITURA PESSOAL

Autores

  • Lisbeth Kaiserlian Cordani Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.17921/2176-5634.2015v8n3p%25p

Resumo

Em meados do século passado, pesquisadores aplicados de diversas áreas do conhecimento, em vários países, depositaram sua esperança na metodologia Estatística, não só através da análise de dados como também do desenvolvimento da Inferência Estatística, e com isto esperavam poder dar às suas pesquisas conclusões mais “objetivas”. Esse conhecimento era trabalhado em ambientes de pesquisa, geralmente universidades com profissionais de várias áreas (autodidatas), e havia dificuldade em renovação dos quadros, já que era incipiente a formação de corpo docente para disseminação da Estatística, tanto no nível universitário como no pré-universitário. Serão descritas algumas iniciativas que apareceram nessa época em alguns países do hemisfério norte e também no Brasil. Décadas mais tarde, foram editados pelo governo brasileiro os PCN, com orientações aos professores da escola básica (hoje com 12 anos) para trabalharem conceitos de Estatística na disciplina de Matemática, sob o título de “Tratamento da Informação”. Há tempos que a disciplina de Estatística vem sendo ministrada em cursos de graduação de praticamente todas as áreas do conhecimento. No entanto, apesar de um oferecimento mais abrangente desse conteúdo, a compreensão dos princípios centrais da Estatística, incerteza e variabilidade, ainda é precária, e o interesse de pesquisadores estatísticos pela área de educação ainda é incipiente.  Este artigo vai refazer alguns percursos, apresentando as posições sobre introdução do ensino da Estatística ao longo do tempo, emanadas muitas vezes de pesquisadores reconhecidos pela comunidade Estatística. Isto sugere que o interesse em Pesquisa Estatística pode ser combinado com interesse em Educação Estatística.

Downloads

Publicado

2015-09-14

Edição

Seção

Artigos